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Tecnologia Wi-Fi (IEEE 802.11)

Introdução

Por muito tempo, só foi possível interconectar computadores através de cabos. Embora esse tipo de conexão seja bastante popular, conta com algumas limitações, por exemplo: só é possível movimentar o computador até o limite de alcance do cabo; ambientes com muitos computadores podem exigir adaptações na estrutura do prédio para a passagem dos fios; em uma casa, pode ser necessário fazer furos na parede para que os cabos alcancem outros cômodos; e a manipulação constante ou incorreta pode fazer com que o conector do cabo se danifique. Atualmente, é possível evitar esses e outros problemas com o uso da tecnologia Wi-Fi (ou simplesmente WiFi), que permite a interconexão de computadores através de redes sem fio (wireless). A implementação desse tipo de rede está se tornando cada vez mais comum, não só nos ambientes domésticos e empresariais, mas também em locais públicos (bares, lanchonetes, shoppings, livrarias, aeroportos, etc) e em instituições acadêmicas. Por esta razão, o InfoWester mostra nas próximas linhas as principais características da tecnologia Wi-Fi, explica um pouco do seu funcionamento e dá algumas importantes dicas de segurança.


O que é Wi-Fi

Wi-Fi é um conjunto de especificações para redes locais sem fio (WLAN - Wireless Local Area Network) baseada no padrão IEEE 802.11. O nome Wi-Fi é tido como uma abreviatura do termo inglês "Wireless Fidelity", embora a Wi-Fi Alliance, entidade responsável principalmente pelo licenciamento de produtos baseados na tecnologia, nunca tenha afirmado tal conclusão. É comum encontrar o nome Wi-Fi escrito como WiFi, Wi-fi ou até mesmo wifi. Todas essas denominações se referem à mesma tecnologia.

Com a tecnologia Wi-Fi, é possível implementar redes que conectam computadores e outros dispositivos compatíveis (telefones celulares, consoles de videogame, impressoras, etc) que estejam próximos geograficamente. Essas redes não exigem o uso de cabos, já que efetuam a transmissão de dados através de radiofreqüência. Esse esquema oferece várias vantagens: permite ao usuário utilizar a rede em qualquer ponto dentro dos limites de alcance da transmissão por não exigir que cada elemento conectado use um cabo, permite a inserção rápida de outros computadores e dispositivos na rede, evita que paredes sejam furadas ou adaptadas para a passagem de fios, entre outros.

A flexibilidade do Wi-Fi é tão grande, que se tornou viável a implementação de redes que fazem uso dessa tecnologia nos mais variados lugares, principalmente pelo fato das vantagens citadas no parágrafo anterior resultarem em diminuição de custos. Assim sendo, é comum encontrar redes Wi-Fi disponíveis em hotéis, aeroportos, rodoviárias, bares, restaurantes, shoppings, escolas, universidades, escritórios, hospitais, etc, que oferecem acesso à internet, muitas vezes de maneira gratuita. Para utilizar essas redes, basta ao usuário ter algum laptop, smartphone ou qualquer dispositivo compatível com Wi-Fi.


Um pouco da história do Wi-Fi

Logotipo Wi-Fi AllianceA idéia de se criar redes sem fio não é nova. A indústria se preocupa com essa questão há tempos, mas a falta de padronização de normas e especificações se mostrou como um empecilho, afinal, vários grupos de pesquisa existentes trabalhavam com propostas diferentes. Por esta razão, algumas empresas, como 3Com, Nokia, Lucent Technologies (atualmente Alcatel-Lucent) e Symbol Technologies (adquirida pela Motorola), se uniram para criar um grupo para lidar com essa questão e, assim, nasceu em 1999 a Wireless Ethernet Compatibility Alliance (WECA), que passou a se chamar Wi-Fi Alliance, em 2003. Assim como acontece com outros consórcios de padronização de tecnologias, o número de empresas que se associam à Wi-Fi Alliance aumenta constantemente. No momento em que esse artigo era escrito, o grupo contava com a participação de mais de 300 empresas e entidades.

A WECA passou a trabalhar com as especificações IEEE 802.11 que, na verdade, não é muito diferente das especificações IEEE 802.3. Esta última é conhecida pelo nome Ethernet e simplesmente consiste na grande maioria das tradicionais redes com fio. Essencialmente, o que muda de um padrão para o outro são suas características de conexão: um tipo funciona com cabos, o outro, por radiofreqüência. A vantagem disso é que não é necessária a criação de nenhum protocolo específico para a comunicação de redes sem fios baseada nessa tecnologia. Além disso, é possível ter redes que utilizam ambos os padrões.

Com um caminho a seguir, a WECA ainda precisava lidar com outra questão: um nome apropriado à tecnologia, que fosse de fácil pronúncia e que permitisse rápida associação à sua proposta, isto é, às redes sem fio. Para isso, a WECA contratou uma empresa especializada em marcas, a Interbrand, que acabou criando não só a denominação Wi-Fi (provavelmente com base no tal termo "Wileress Fidelity"), como também o logotipo da tecnologia. A idéia deu tão certo que a WECA decidiu por mudar o seu nome em 2003 para Wi-Fi Alliance, conforme já informado.


Funcionamento do Wi-Fi

Ao chegar neste ponto do texto, é natural que você esteja querendo saber como o Wi-Fi funciona. Como você já sabe, a tecnologia é baseada no padrão IEEE 802.11, no entanto, isso não quer dizer que todo produto que trabalhe com essas especificações seja também Wi-Fi. Para que um determinado produto receba um selo com essa marca, é necessário que ele seja avaliado e certificado pela Wi-Fi Alliance. Essa é uma forma de garantir ao usuário que todos os produtos com o selo Wi-Fi Certified seguem normas de funcionalidade que garantem a interoperabilidade entre si. Todavia, isso não significa que dispositivos que não ostentam o selo não funcionam com dispositivos que o tenham (mas, é preferível optar produtos certificados para diminuir o risco de problemas). Assim sendo e considerando que toda a base do Wi-Fi está no padrão 802.11, as próximas linhas darão explicações sobre este último como se ambos fossem uma coisa só (e, para fins práticos, são mesmo!).

O padrão 802.11 estabelece normas para a criação e para o uso de redes sem fio. A transmissão dessa rede é feita por sinais de radiofreqüência, que se propagam pelo ar e podem cobrir áreas na casa das centenas de metros. Como existem inúmeros serviços que podem utilizar sinais de rádio, é necessário que cada um opere de acordo com as exigências estabelecidas pelo governo de cada país. Essa é uma maneira de evitar problemas, especialmente interferências. Há, no entanto, alguns segmentos de freqüência que podem ser usados sem necessidade de aprovação direta de entidades apropriadas de cada governo: as faixas ISM (Industrial, Scientific and Medical), que podem operar, entre outros, com os seguintes intervalos: 902 MHz - 928 MHz; 2,4 GHz - 2,485 GHz e 5,15 GHz - 5,825 GHz (dependendo do país, esses limites podem sofrer variações). Como você verá a seguir, são justamente essas duas últimas faixas que o Wi-Fi utiliza, no entanto, tal característica pode variar conforme a versão do padrão 802.11.

Sendo assim, vamos conhecer as versões mais importantes do 802.11, mas antes, para facilitar a compreensão, é conveniente saber que, para uma rede desse tipo ser estabelecida, é necessário que os dispositivos (também chamados de STA - de "station") se conectem a aparelhos que fornecem o acesso. Estes são genericamente denominados Access Point (AP). Quando um ou mais STAs se conectam a um AP, tem-se, portanto, uma rede, que é denominada Basic Service Set (BSS). Por questões de segurança e pela possibilidade de haver mais de um BBS em um determinado local (por exemplo, duas redes sem fio criadas por empresas diferentes em uma área de eventos), é importante que cada um receba uma identificação denominada Service Set Identifier (SSID), um conjunto de caracteres que, após definido, é inserido no cabeçalho de cada pacote de dados da rede. Em outras palavras, o SSID nada mais é do que o nome dado a cada rede sem fio.




Estações (STAs) e access point (AP) Wi-Fi

802.11 (original)

A primeira versão do padrão 802.11 foi lançada em 1997, após 7 anos de estudos, aproximadamente. Com o surgimento de novas versões (que serão abordadas mais adiante), a versão original passou a ser conhecida como 802.11-1997 ou, ainda, como 802.11 legacy (neste texto, será chamada de "802.11 original"). Por se tratar de uma tecnologia de transmissão por radiofreqüência, o IEEE (Institute of Electrical and Electronic Engineers) determinou que o padrão operasse no intervalo de freqüências entre 2,4 GHz e 2,4835 GHz, uma das já citadas faixas ISM. Sua taxa de transmissão de dados é de 1 Mbps ou 2 Mbps e é possível usar as técnicas de transmissão Direct Sequence Spread Spectrum (DSSS) e Frequency Hopping Spread Spectrum (FHSS). Ambas as técnicas permitem transmissões utilizando vários canais dentro de uma freqüência, no entanto, a DSSS cria vários segmentos da informações transmitidas e as envia simultaneamente aos canais. A técnica FHSS, por sua vez, utiliza um esquema de salto de freqüência, onde a informação transmitida utiliza um determinada freqüência em um certo período e, no outro, utiliza outra freqüência. Essa característica faz com que o FHSS tenha velocidade de transmissão de dados um pouco menor, por outro lado, torna a transmissão menos suscetível à interferências, uma vez que a freqüência utilizada muda constantemente. O DSSS acaba sendo mais rápido, mas tem maiores chances de sofrer interferência, uma vez que faz uso de todos os canais ao mesmo tempo.

802.11b

Em 1999, foi lançado uma atualização do padrão 802.11 que recebeu o nome 802.11b. A principal característica dessa versão é a possibilidade de estabelecer conexões nas seguintes velocidades de transmissão: 1 Mbps, 2 Mbps, 5,5 Mbps e 11 Mbps. O intervalo de freqüências é o mesmo utilizado pelo 802.11 original (entre 2,4 GHz e 2,4835 GHz), mas a técnica de transmissão se limita ao DSSS, uma vez que o FHSS acaba não atendendo às normas estabelecidas pela Federal Communications Commission (FCC) quando opera em transmissões com taxas superiores a 2 Mbps. Para trabalhar de maneira efetiva com as velocidades de 5.5 Mbps e 11 Mbps, o 802.11b também utiliza uma técnica chamada Complementary Code Keying (CCK).

A área de cobertura de uma transmissão 802.11b pode chegar, teoricamente, a 400 metros em ambientes abertos e pode atingir uma faixa de 50 metros em lugares fechados (tais como escritórios e residências). É importante frisar, no entanto, que o alcance da transmissão pode sofrer influência de uma série de fatores, tais como de objetos que causam interferência ou impedem a propagação da transmissão a partir do ponto em que está localizado.

É interessante notar que, para manter a transmissão o mais funcional possível, o padrão 802.11b (e os padrões sucessores) pode fazer com que a taxa de transmissão de dados diminua até chegar ao seu limite (1 Mbps) à medida em que uma estação fica mais longe do ponto de acesso. O contrário também existe: quanto mais perto do ponto de acesso, maior a velocidade de transmissão.

O padrão 802.11b foi o primeiro a ser adotado em larga escala, sendo, portanto, um dos responsáveis pela popularização das redes Wi-Fi.

802.11a

O padrão 802.11a foi disponibilizado no final do ano de 1999, quase que na mesma época que a versão 802.11b. Sua principal característica é a possibilidade de operar com taxas de transmissão de dados no seguintes valores: 6 Mbps, 9 Mbps, 12 Mbps, 18 Mbps, 24 Mbps, 36 Mbps, 48 Mbps e 54 Mbps. O alcance geográfico de sua transmissão é de cerca de 50 metros. No entanto, a sua freqüência de operação é diferente do padrão 802.11 original: 5 GHz. Por um lado, o uso dessa freqüência é conveniente por apresentar menos possibilidades de interferência, afinal, essa valor é pouco usado. Por outro, pode trazer determinados problemas, já que muitos países não possuem regulamento para essa freqüência. Além disso, essa característica pode fazer com que haja dificuldades de comunicação com dispositivos que operam nos padrões 802.11 original e 802.11b.

Um detalhe importante, é que ao invés de utilizar DSSS ou FHSS, o padrão 802.11a faz uso de uma técnica conhecida como Orthogonal Frequency Division Multiplexing (OFDM). Nela, a informação a ser transmitida é dividida em vários pequenos conjuntos de dados que são transmitidos simultaneamente em diferentes freqüências. Essas freqüências são utlizadas de uma forma que impede que uma interfira na outra, fazendo com que a técnica OFDM funcione de maneira bastante satisfatória.

Apesar de oferecer taxas de transmissão maiores, o padrão 802.11a não chegou a ser tão popular quanto o padrão 802.11b.

802.11g

O padrão 802.11g foi disponibilizado em 2003 e é tido como o sucessor natural da versão 802.11b, uma vez que é totalmente compatível com este. Isso significa que um dispositivo que opera com 802.11g pode " conversar" com outro que trabalha com 802.11b sem qualquer problema, exceto o fato de que a taxa de transmissão de dados é, naturalmente, limitava ao máximo suportado por este último.

O principal atrativo do padrão 802.11g é poder operar com taxas de transmissão de até 54 Mbps, assim como acontece com o padrão 802.11a. No entanto, ao contrário dessa versão, o 802.11g opera com freqüências na faixa de 2,4 GHz e possui praticamente o mesmo poder de cobertura do seu antecessor, o padrão 802.11b. A técnica de transmissão utilizada nessa versão também é o OFDM, todavia, quando é feita comunicação com um dispositivo 802.11b, a técnica de transmissão passa a ser o DSSS.




Roteador wireless da 3Com: suporte aos padrões 802.11b e 802.11g, e a conexões Ethernet

802.11n

No momento em que este artigo era disponibilizado no InfoWester, o padrão 802.11g era o mais utilizado para redes Wi-Fi, no entanto, já era possível encontrar vários equipamentos que trabalham também com o padrão 802.11n, cujo desenvolvimento se iniciou em 2004 (e não havia sido totalmente concluído até o fechamento deste artigo). Sim, esse é o padrão sucessor do 802.11g, tal como este foi do 802.11b.

O 802.11n tem como principal característica o uso de um esquema chamado Multiple-Input Multiple-Output (MIMO), capaz de aumentar consideravelmente as taxas de transferência de dados através da combinação de várias vias de transmissão. Assim sendo, é possível, por exemplo, usar dois, três ou quatro emissores e receptores para o funcionamento da rede. Uma das configurações mais comuns neste caso é o uso de APs que utilizam três antenas (três vias de transmissão) e STAs com a mesma quantidade de receptores. Somando essa característica de combinação com o aprimoramento de suas especificações, o padrão 802.11n é capaz de fazer transmissões na faixa de 300 Mbps e, teoricamente, pode atingir taxas de até 600 Mbps.

Em relação à sua freqüência, o padrão 802.11n pode trabalhar com as faixas de 2,4 GHz e 5 GHz, o que o torna compatível com os padrões anteriores, inclusive com o 802.11a (pelo menos, teoricamente). Sua técnica de transmissão padrão é o OFDM, mas com determinadas alterações, devido ao uso do esquema MIMO, sendo, por isso, muitas vezes chamado de MIMO-OFDM. Alguns estudos apontam que sua área de cobertura pode passar de 400 metros.

Outros padrões 802.11

O padrão IEEE 802.11 teve (e terá) outras versões além das mencionadas anteriormente, que não se tornaram populares por diversos motivos. Um deles é o padrão 802.11d, que é aplicado apenas em alguns países onde, por algum motivo, não é possível utilizar alguns dos outros padrões estabelecidos. Outro exemplo é o padrão 802.11e, cujo foco principal é o QoS (Quality of Service) das transmissões, isto é, a qualidade do serviço. Isso torna esse padrão interessante para aplicações que são severamente prejudicadas por ruídos (interferências), tais como as comunicações por VoIP.

Há também o padrão 802.11f, que trabalha com um esquema conhecido como handoff. Em poucas palavras, esse esquema faz com que um determinado dispositivo se desconecte de um AP (lembrando, um Access Point - ponto de acesso) de sinal fraco e se conecte em outro, de sinal mais forte, dentro da mesma rede. O problema é que alguns fatores podem fazer com que esse procedimento não ocorra da maneira devida, causando transtornos ao usuário. As especificações 802.11f (também conhecido como Inter-Access Point Protocol) fazem com que haja melhor interoperabilidade entre os APs para diminuir esses problemas.

Também merece destaque o padrão 802.11h. Na verdade, este nada mais é do que uma versão do 802.11a que conta com recursos de alteração de freqüência e controle do sinal devido ao fato da freqüência de 5 GHz (usada pelo 802.11a) ser aplicada em diversos sistemas na Europa. Há ainda o 802.11i, que será explicado no tópico a seguir (você verá o porquê).

Há vários outras especificações, mas a não ser por motivos específicos, é conveniente trabalhar com as versões mais populares, preferencialmente com a mais recente.


Segurança: WEP, WPA e WPA2

Se você tem uma rede Ethernet com dez pontos de acesso onde todos estão em uso, não será possível adicionar outro computador, a não ser que mais um cabo seja disponibilizado. Nas redes Wi-Fi, isso já não acontece, pois basta a qualquer dispositivo ter compatibilidade com a tecnologia para se conectar à rede. Mas, e se uma pessoa não autorizada conectar um computador à rede de maneira oculta para aproveitar todos os seus recursos, inclusive o acesso à internet? É para evitar que esses e outros problemas que as redes sem fio devem contar com esquemas de segurança. Um deles é o Wired Equivalent Privacy (WEP).

O WEP existe desde o padrão 802.11 original e consiste em um mecanismo de autenticação que funciona, basicamente, de forma aberta ou restrita por uso de chaves. Na forma aberta, a rede aceita qualquer dispositivo que solicite conexão, portanto, há apenas uma autorização. Na forma restrita, é necessário que cada dispositivo solicitante forneça uma chave (combinação de caracteres, como uma senha) pré-estabelecida. Essa mesma chave é utilizada para cifrar os dados trafegados pela rede. O WEP pode trabalhar com chaves de 64 bits e de 128 bits. Naturalmente, esta última é mais segura. Há alguns equipamentos que permitem chaves de 256 bits, mas isso se deve a alterações implementadas por determinados fabricantes, portanto, o seu uso pode gerar incompatibilidade com dispositivos de outras marcas.

O uso do WEP, no entanto, não é recomendado por causa de suas potenciais falhas de segurança (embora seja melhor utilizá-lo do que deixar a rede sem proteção alguma). Acontece que o WEP utiliza vetores de inicialização que, com uso de algumas técnicas, fazem com que a chave seja facilmente quebrada. Uma rede utilizando WEP de 64 bits, por exemplo, tem 24 bits como vetor de inicialização. Os 40 bits restantes formam uma chave muito fácil de ser quebrada. Mesmo com o uso de uma combinação de 128 bits, é relativamente fácil quebrar todo o esquema de segurança.

Diante desse problema, a Wi-Fi Alliance aprovou e disponibilizou em 2003 outra solução: o Wired Protected Access (WPA). Tal como o WEP, o WPA também se baseia na autenticação e cifragem dos dados da rede, mas o faz de maneira muito mais segura e confiável. Sua base está em um protocolo chamado Temporal Key Integrity Protocol (TKIP), que ficou conhecido também como WEP2. Nele, uma chave de 128 bits é utilizada pelos dispositivos da rede e combinada com o MAC Address (um código hexadecimal existente em cada dispositivo de rede) de cada estação. Como cada MAC Address é diferente do outro, acaba-se tendo uma seqüência específica para cada dispositivo. A chave é trocada periodicamente (ao contrário do WEP, que é fixo), e a seqüência definida na configuração da rede (o passphrase, que pode ser entendido como uma espécie de senha) é usada, basicamente, para o estabelecimento da conexão. Assim sendo, é expressamente recomendável usar WPA, ao invés de WEP.



Configuração a encriptação em um roteador wireless 3Com - Note que é possível escolher o tempo de renovação da chave no modo WPA

Apesar do WPA ser bem mais seguro que o WEP, a intenção da Wi-Fi Alliance foi a de trabalhar com um esquema de segurança ainda mais confiável. É aí que surge o 802.11i, que ao invés de ser um padrão de redes sem fio, é um conjunto de especificações de segurança, sendo também conhecido como WPA2. Este utilizada um protocolo denominado Advanced Encryption Standard (AES), que é bastante seguro e eficiente, mas tem a desvantagem de exigir bastante processamento. Seu uso é recomendável para quem deseja alto grau de segurança, mas pode prejudicar o desempenho de equipamentos de redes não tão sofisticados (geralmente utilizados no ambiente doméstico). É necessário considerar também que equipamentos mais antigos podem não ser compatíveis com o WPA2, portanto, sua utilização deve ser testada antes da implementação definitiva.


Alguns equipamentos Wi-Fi

As redes Wi-Fi são tão práticas, que o seu uso não precisa ser feito apenas por PCs. Há até smartphones e consoles de videogames capazes de acessar tais redes. Se você comprar um notebook atual, certamente ele virá com um módulo Wi-Fi. Assim, você poderá acessar as redes sem fio da sua empresa, da sua escola, de sua casa ou de qualquer outro lugar de acesso público. Mas, e se você precisar que um computador desktop sem dispositivo Wi-Fi acesse uma determinada rede wireless? Para isso, basta instalar nele uma placa Wi-Fi ou um adaptador USB Wi-Fi.

Uma placa Wi-Fi deve ser instalada na placa-mãe do computador. As placas mais comuns utilizam slots PCI ou, ainda, PCI Express. Após a instalação, é necessário ligar o computador e instalar os drivers do dispositivo, caso o sistema operacional não os tenha. Também há placas próprias para o uso em laptops (através de uma interface PC Card, por exemplo).




Placa Wi-Fi PCI posteriormente conectada em um PC

Por sua vez, os adaptadores USB Wi-Fi utilizam, como o próprio nome indica, qualquer porta USB presente no computador. A vantagem desse tipo de dispositivo está no fato de não ser necessário abrir o computador para instalá-lo e de poder removê-lo facilmente de uma máquina para acoplá-lo em outra. No entanto, como adaptadores USB geralmente são pequenos, sua antena é de tamanho reduzido, o que pode fazer com que o alcance seja menor que o de uma placa Wi-Fi PCI ou PCI Express. Mas, isso não é regra, e tal condição pode depender do fabricante e do modelo do dispositivo.

Se o que você precisa, no entanto, é de equipamentos para constituir um rede Wi-Fi (APs), saiba que há uma infinidade de dispositivos próprios para isso no mercado. Nos ambientes domésticos e nos escritórios de porte pequeno, por exemplo, é comum encontrar dois tipos de aparelhos: os que são chamados simplesmente de access point e os roteadores wireless. Ambos são dispositivos parecidos, mas o access point apenas propaga dados de uma rede wireless, sendo muitas vezes usado como uma extensão de uma rede baseada em fios. O roteador wireless, por sua vez, é capaz de direcionar o tráfego da internet, isto é, de distribuir os dados da rede mundial de computadores entre todas as estações. Para que isso seja feito, geralmente liga-se o dispositivo de recepção da internet (por exemplo, um modem ADSL) no roteador, e este faz a função de distribuir o acesso às estações. Se, no entanto, o usuário possui um modem que também faz roteamento, precisa apenas de um access point, pois o próprio modem se encarregará do compartilhamento do acesso à internet.

Antes de comprar o seu equipamento wireless, seja para montar uma rede, seja para fazer com que um dispositivo acesse uma, é importante conhecer as características de cada aparelho para fazer a aquisição certa. Por exemplo, pode ser um desperdício comprar uma placa Wi-Fi 802.11n e um access point 802.11g. Não é melhor comprar um placa 802.11g ou logo um roteador 802.11n?

Via de regra, deve-se optar pelos equipamentos que possuem tecnologias mais recentes, mas também deve-se considerar a relação custo-benefício e os recursos oferecidos por cada dispositivo. Por exemplo, é relativamente comum encontrar aparelhos 802.11g que alcançam taxas de até 108 Mbps, sendo que o limite do referido padrão é 54 Mbps. Qual o truque? Simplesmente o fabricante utilizou macetes que aumentam a taxa de transferência, mas se determinados dispositivos da rede não contarem com a mesma funcionalidade, de nada adianta a velocidade adicional.


Dicas de segurança

Ao chegar a este ponto do artigo, você certamente já conhece as vantagens de se ter uma rede Wi-Fi e, de igual forma, sabe que entre as suas desvantagens estão alguns problemas de segurança. No entanto, medidas preventivas podem fazer com que você nunca enfrente transtornos desse tipo. Eis algumas dicas importantes:

- habilite a encriptação de sua rede, preferencialmente com WPA ou, se possível, com WPA2. Em ambientes com muitas estações, pode-se utilizar WPA ou WPA2 com um servidor de autenticação RADIUS (Remote Authentication Dial In User Service), um esquema conhecido como WPA-RADIUS;

- ao habilitar o WPA ou o WPA2, use uma passphrase - isto é, uma seqüência que servirá como uma espécie de senha - com pelo menos 20 caracteres. Note que em sua rede Wi-Fi esses itens podem estar com os nomes WPA Pre-Shared Key e WPA2 Pre-Shared Key ou WPA-PSK e WPA2-PSK;

- altere o SSID, isto é, o nome da rede, para uma denominação de sua preferência. Se mantiver o nome estabelecido de fábrica, um invasor pode ter a impressão de que o dono da rede não se preocupa com os aspectos de segurança;

- também é importante desativar o broadcast do SSID (um recurso que faz com uma determinada estação detecte a rede pelo seu nome automaticamente), pois isso impede que dispositivos externos enxerguem a rede e tentem utilizá-la (embora existam técnicas avançadas que conseguem enxergar redes ocultas). É importante frisar, no entanto, que ao fazer isso, você deverá informar o SSID manualmente, se quiser adicionar uma estação à rede. Há um campo apropriado para isso no aplicativo que faz a conexão;

- mude a senha padrão do roteador ou do access point. Muitos invasores conhecem as senhas aplicadas pelos fabricantes e, podem, portanto, acessar as propriedades de uma rede cuja senha não foi alterada;

- sempre que possível, habilite as opções de firewall;

- diminua a intensidade do sinal, caso sua rede tenha a finalidade de servir uma área pequena. Para isso, alguns aparelhos permitem regular a emissão do sinal ou desativar uma antena extra;

- por fim, leia o manual do aparelho e siga todas as orientações de segurança recomendadas pelo fabricante.

Essas e outras configurações são feitas através de uma interface em HTML fornecida pelo roteador ou por um dispositivo equivalente. Como exemplo, o roteador 3Com apresentado em uma foto acima, tem a sua interface acessada no endereço IP 168.192.1.1 (este é um IP local, não válido na internet). Ao digitar esse endereço no navegador de internet, o roteador mostrará uma página em HTML com campos de login (obviamente, o dispositivo já tem que estar em funcionamento para isso). Quando o login é efetuado, o usuário pode então acessar e alterar as configurações do aparelho.




Interface em HTML do roteador Wireless - Nesta página, é possível, entre outras coisas, configurar o SSID

Por essa razão, é essencial consultar o manual do seu equipamento Wi-Fi para saber como aplicar as dicas mencionadas neste tópico e realizar outras alterações. No manual, o fabricante fornece todas as orientações necessárias para alterar configurações e informa também o endereço IP da interface do aparelho.


Finalizando

Este artigo fez uma apresentação básica das principais características que envolvem o Wi-Fi. Suas explicações podem ajudar a quem deseja entender um pouco mais do funcionamento das redes sem fio que se baseiam nessa tecnologia e pode servir de introdução para quem quer se aprofundar mais no assunto.

Posted by Hacker Team Bios | às 19:26 | 0 comentários

Comprar um computador ou montar?

Depende. Uma pergunta chave na hora de trocar de PC é a seguinte: o que pretendo realizar com meu computador? Essa pergunta é muito importante, porque a tarefa de montar um PC comprando item a item é algo indicado apenas para os aficionados por hardware ou usuários que pretendem utilizar o computador como uma estação de jogo.

Você não precisa esquentar sua cabeça em montar uma máquina caso você vá utilizar o micro apenas para navegar na internet ou escutar músicas. Os preços dos computadores encontrados em loja são muito atraentes e não há como montar PCs com a mesma configuração e pagar o mesmo valor. Veja abaixo porque ao montar um computador você irá gastar muito mais.

Os computadores de marca (como Positivo, MegaWare, Amazon PC, entre outros) trazem peças de baixo custo e até periféricos que nem sempre são os melhores disponíveis no mercado. Além disso, as montadoras encomendam tudo em larga escala e conseguem valores muito abaixo do mercado, fator que contribui na redução de custos da máquina.

PCs fabricados em série custam muito menos

Os computadores comprados em loja são mais fracos?

Em teoria eles são mais fracos, porque trazem peças com velocidades ou configurações mais lentas. As montadoras tendem a utilizar menor quantidade de memória, processadores mais fracos, HDs mais lentos e até fontes genéricas. Apesar disso, os usuários que possuem “PCs de marca” não precisam pensar que seu computador é super fraco, mas devem ter a consciência de que sua máquina não atinge o desempenho que poderia atingir com peças normais.

Upgrade é possível?

Há duas coisas a se considerar ao pensar num upgrade. Primeiro: se ainda não passou um ano (ou o tempo estabelecido pela montadora) desde a compra do seu computador, nem pense em abrir o PC, pois isso implicará na perda de sua garantia. Segundo: Como já citado, os itens de hardware destes computadores são mais fracos e um upgrade pode sair mais caro do que você pensa.

Tome como exemplo a seguinte situação: você tem um microcomputador da marca X e pretende atualizá-lo para poder rodar alguns jogos nele. Acompanhe os tópicos abaixo para ver alguns problemas que você pode encontrar ao tentar tal façanha:

1) Veja que um PC para jogos necessita de uma placa de vídeo de boa qualidade.
2) Uma placa de vídeo atual requisita uma fonte de energia com boa eficiência.
3) Algumas vezes é necessário acrescentar mais memória.
4) Se você for querer rodar jogos de última geração, um novo processador será item obrigatório.
5) A placa-mãe do computador precisa suportar os itens que você vai adquirir.

Escolher suas peças pode ser uma boa idéia!

Montar um computador para jogos ou simplesmente para uso diário também não é uma má idéia. Esquecendo o fato de custar um pouco mais caro, os componentes sempre são escolhidos pelo usuário e permitem a facilidade de atualizar a configuração a qualquer instante.

Escolha você mesmo e tenha a possibilidade de fazer upgrades

Os itens internos geralmente não são tão caros, visto que toda a configuração do computador custa praticamente o mesmo preço do monitor LCD. Obviamente que o preço vai variar de acordo com o que você pretende montar, sendo que não é necessário adquirir um monitor de 24” (polegadas) da Apple — item que encarece muito uma configuração.

Não exagere...

Após determinar a função de seu PC e escolher uma configuração, é importante você pesquisar muito na internet se as peças que você escolheu são boas e vão realizar as suas tarefas. Escolher o melhor de tudo nunca é o mais compensador, pois você gasta uma grande quantidade de dinheiro e obtém desempenho semelhante a outros computadores, sem contar que em jogos a taxa de quadros deve ser mantida acima dos 30 FPS, para que não haja desconforto a visão.

Posted by Hacker Team Bios | às 16:16 | 0 comentários

O que é BIOS ?

A palavra BIOS — apesar das inúmeras piadas sobre o seu real significado — é um acrônimo para Basic Input/Output System ou Sistema Básico de Entrada e Saída. Como o próprio nome sugere, a BIOS é o sistema responsável pelas atividades “básicas”, ou “corriqueiras” do computador. Isto não quer dizer que estas atividades são pouco importantes. Pelo contrário! Não existe computador sem BIOS e se ela parar de funcionar, ele também pára.

Funcionamento

Para entender o que é a BIOS, pense nela como um programa, pois ela não é nada mais que isso. Este programa é responsável por várias tarefas que são executadas do momento em que você liga seu PC até o momento em que seu Windows (ou outro sistema operacional) começa a ser carregado.

Detectando os dispositivos do PC

Quando você liga seu computador, a BIOS inicia uma varredura para detectar todos os itens de hardware conectados ao seu PC. Vale lembrar que itens como mouse, webcam, teclado, etc., não são itens de hardware, mas periféricos, e não são detectados pela BIOS, mas pelo sistema operacional. Depois de todo o hardware detectado, é possível salvar estas informações na memória da BIOS para que ela não precise fazer a detecção cada vez que o PC for ligado, aumentando assim a velocidade em que o computador inicializa. Tudo isso é feito de forma automatizada.

Feita a detecção, a BIOS parte para o BOOT. Não se assuste, BOOT é o termo utilizado para designar o início do carregamento do seu sistema operacional. Ou seja, é quando a BIOS passa o comando do PC para o Windows, Linux, etc. Quando você instala o sistema operacional, algumas informações são gravadas no primeiro setor de memória do seu disco rígido. Estas informações são transferidas pela BIOS, durante o BOOT, para a sua memória RAM (Memória temporária do computador). Assim a BIOS termina sua tarefa e começa o trabalho do sistema operacional, que é iniciado a partir das informações gravadas na memória RAM.

Detalhes

Existe a possibilidade de dispositivos não detectados pela BIOS serem detectados pelo Windows, mas isto é perigoso, pois se sua BIOS não detecta algo, geralmente quer dizer que há algum problema grave ou o equipamento está mal conectado à placa-mãe. Neste caso é aconselhável que você procure uma assistência técnica.

Para garantir sua integridade, a BIOS fica gravada dentro de um chip com uma memória ROM, ou Memória Somente de Leitura), o que quer dizer que não é possível alterar suas características centrais. Não é possível desinstalá-la do computador, por exemplo, como você faz com os programas que utiliza no PC. No máximo é possível entrar em sua interface gráfica e alterar as opções que ela permite.

Local da BIOS na placa-mãe

É possível atualizar a versão de sua BIOS para que ela detecte hardware mais recente que ela, mas esta tarefa é extremamente perigosa, pois durante o processo a memória ROM pode se corromper, inutilizando totalmente sua BIOS, e por conseqüência, inutilizando completamente seu PC.

Além das atividades descritas acima, a BIOS também serve para que você visualize e altere algumas informações sobre seu PC, como ajustar o relógio do sistema, verificar a temperatura da placa-mãe e do processador, a velocidade que está girando a ventuinha (ou Cooler) do processador e outras opções. Tenha em mente que se você não tem muito conhecimento sobre o assunto, é melhor não mexer na BIOS, pois se você fizer alguma alteração errada, poderá causar o mau funcionamento do seu PC, ou fazer com que ele pare de funcionar completamente.

Caso você entre na BIOS e faça alguma alteração indevida, você pode sair sem salvar o que fez. Geralmente basta teclar “Esc” para que a BIOS pergunte se você quer sair sem salvar. Escolha sim para que todos os dados da BIOS sejam mantidos como estavam antes de você acessá-la.

Posted by Hacker Team Bios | às 15:40 | 0 comentários

A a Z

Nosso dicionário ainda possui poucas palavras, todavia aos poucos ele será incrementado para que você sempre esteja atualizado e familiarizado com os diversos termos e siglas que fazem parte do hardware dos computadores. Navegar pelo dicionário é muito simples, basta escolher a palavra no índice para ser levado até o local onde há a descrição do termo.


AGP
: O termo é utilizado para definir o antigo padrão de encaixe das placas de vídeo. O AGP era bem mais lento que o PCI-Express, mas é um slot que ainda está presente em muitos computadores.

Um zoom no AGP


Bios: Fisicamente falando, a BIOS é uma memória acoplada na placa-mãe. Virtualmente falando, ela é um programinha com instruções básicas e fundamentais para o funcionamento dos demais componentes do computador.

Dois modelos de BIOS


Cache: É uma memória presente em diversos componentes de hardware. As memórias cache mais conhecidas são as do processador e da placa-mãe. A memória cache sempre tem um tamanho (este medido em KB ou MB) reduzido, pois ela tem como principal função fazer um intermédio entre dois itens quaisquer de uma forma mais rápida. A memória cache, geralmente, armazena dados importantes ou que sejam utilizados constantemente, isto agiliza muito o processamento de dados e você obtém resultados mais rápidos.


Chipset: É um componente presente na placa-mãe, o qual é de suma importância. Normalmente em placas-mãe com componentes onboards, o chipset desenvolve um papel ainda mais importante. Ele é responsável por controlar a placa de vídeo, rede e som onboard. Evidentemente ele tem muitas outras funções, como centralizar dados e criar pontes de comunicação entre componentes.

Chipset VIA - Um dos mais famosos


Clock: É a velocidade em que cada componente funciona. O clock é especificado em MHz (MegaHertz) ou Ghz (GigaHertz).


Cooler: O cooler, na verdade, não serve para calcular ou realizar alguma tarefa diretamente relacionada aos softwares. O cooler é apenas um componente que serve para refrigerar o CPU (processador). Atualmente há diversos tipos de coolers, porém o mais comum é o ventilador.

Cooler - Dissipador e ventoinha


CPU: O CPU (Central Process Unit – Unidade Central de Processamento), também conhecido como processador, é o principal item de hardware do computador. Ele é responsável por calcular e realizar as tarefas determinadas pelo usuário.

Um CPU da Intel


DDR: É o termo básico para fazer referência ao tipo de memória presente nos computadores atuais. Atualmente há três tipos de memória DDR no mercado: a DDR, a DDR2, e a DDR3 (esta última mais recente e ainda rara de ser encontrada). O significado da enorme sigla DDR SDRAM é memória de acesso aleatório dinâmica síncrona de dupla taxa de transferência.

DDR - Um pente de memória no padrão DDR


Drive: São as famosas unidades de leitura (e em alguns casos também gravação) de CDs, DVDs, disquetes e outros tipos de mídias removíveis.

Dois drives - Um gravador de CD e outro de DVD


Driver: O driver não é necessariamente uma parte dos componentes de hardware, mas ele deve estar nesta lista, porque ele é o responsável pela comunicação entre hardware e software.


Fonte: É a responsável por fornecer energia a todos os demais itens do computador. Ela transforma a energia e então distribui aos demais componentes.

Fonte - Ela fornece energia para tudo


Gabinete: O gabinete é o que você vê por fora. A caixa onde será colocado todos os componentes internamente e após fechada protege todos os itens de hardware.

Gabinete - O exterior do computador


GPU: É a unidade de processamento gráfico. GPUs são encontradas apenas em placas de vídeo.

GPU da GeForce 6600GT


Hardware: Toda a parte física em informática é chamada de hardware, enquanto que toda a parte virtual é chamada de software.


HD: O HD — também conhecido como disco rígido — é o item responsável pelo armazenamento de dados permanentes (ou a longo prazo). O HD é o local onde será mantido o sistema operacional, os seus documentos e todos os arquivos que você imaginar. Ao contrário de outros componentes, o HD dificilmente perde dados por não receber energia constantemente, ele pode ficar meses ou até anos sem ser conectado a uma fonte de energia e ainda sim terá os dados armazenados.

HD - Ele armazena arquivos permanentemente


IDE: É a sigla utilizada para fazer referência a discos de armazenamento do tipo paralelo (Parallel ATA). Além disso, o termo é usado para indicar o nome do conector (e encaixe) deste tipo de HD.

IDE - Conectores de HDs do tipo ATA são conectados aqui


Jumper: São pequenas peças responsáveis por definir algum parâmetro manual. Por exemplo: em alguns HDs você pode utilizar um jumper para limitar a capacidade do HD, de modo que ele utilize apenas metade da velocidade.

Foto de três jumpers


Led: É um componente muito pequeno, responsável por indicar se o computador está ligado ou desligado. Atualmente há leds de diversas cores e intensidades luminosas, sendo que agora eles são utilizados até mesmo para indicar se a placa-mãe está recebendo energia ou se algum conector não está encaixado incorretamente.

Leds de diferentes cores estão presentes nos gabinetes atuais


Memória RAM: É um item fundamental na configuração de um computador, pois é a peça que será responsável por armazenar dados temporariamente enquanto o processador efetua cálculos diversos.


Modem: É o componente responsável por conectar você com a internet — ou era, pois atualmente a placa de rede esta substituindo o modem. Há modems tanto para internet discada quanto para internet ADSL.


Onboard: É a palavra utilizada para definir qualquer placa (de vídeo, rede, som, modem) que já venha acoplada na pró-pria placa-mãe.


Offboard: Placas que sejam conectadas em algum slot da placa-mãe são chamadas de placas Offboard. Elas tem esse nome justamente porque não fazem parte da placa-mãe.


PCI: O PCI é, sem dúvida, o slot que mais perdurou ao longo da história da informática. Ele é um padrão um tanto lento, mas até hoje serve para trabalhar com placas que exijam pouca velocidade.


PCI-Express: O PCI-Express é uma espécie de Slot, sendo que ele é um dos mais recentes padrões nas placas-mãe. O PCI-Express é o sucessor do PCI e tem a capacidade de transmitir dados em altíssima velocidade.

PCI-Express - Muito mais rápido que o AGP


Placa-Mãe: É a responsável por unir tudo. É nela que você irá colocar o processador, a memória, o HD e demais placas externas. As placas mães possuem várias especificações, sendo que cada uma trabalha com um tipo de processador específico.

Placa-mãe - Conecte tudo nela


Placa de Rede: É responsável por efetuar a ligação do computador em uma rede qualquer, seja ela interna (rede LAN) ou externa (rede WAN). É através da placa de rede que você pode ter acesso a internet banda larga.


Placa de Som: É o componente responsável por transformar os arquivos de som (MP3, WAV e quaisquer outros arquivos) em ondas sonoras que serão transmitidas pelas caixas acústicas.

Placa de Som da Creative - Uma das mais caras e de melhor qualidade


Placa de Vídeo: É a peça que tem a função de calcular toda a parte gráfica em jogos e vídeos. Evidentemente, é a placa de vídeo que realiza o trabalho de enviar qualquer imagem para o monitor. As atuais placas de vídeo utilizam o slot PCi-Express da placa-mãe.

Uma placa de vídeo de última geração da ATI


Processador: Veja descrição de CPU. As placas de vídeo também trazem seus próprios processadores, para saber mais leia o que é GPU.

Um processador da AMD voltado ao mercado de servidores


SATA: Termo utilizado para fazer referência ao novo padrão de discos rígidos. O SATA é mais rápido que o antigo PATA (também chamado de IDE) e tem a vantagem de utilizar cabos mais finos.

SATA - Novo padrão para os HDs


Slot: O Slot é qualquer espaço vazio que haja na placa-mãe e que seja específico para a adição de novas placas. O slot também é chamado de encaixe, pois é nele que você deve encaixar outras placas.

Slots mais comuns nas placas-mãe atuais

Posted by Hacker Team Bios | às 15:07 | 0 comentários